O couro é uma matéria prima muito antiga. Nossos ancestrais já usavam peles para se proteger das intempéries e para confeccionar artefatos de uso cotidiano. As técnicas de curtimento são milenárias e conferem ao couro uma durabilidade muito superior a de muitos outros materiais, mas mesmo hoje continuam bastante complexas e onerosas, o que torna o couro uma matéria prima valiosa.

O couro é um subproduto do setor agropecuário. Por ser um derivado da pele animal, o couro apresenta marcas características, nada mais que cicatrizes dos acidentes que o animal sofreu durante sua vida. Quando os animais são criados em pastos abertos, como no Brasil, é frequente encontrar nas peles marcas de carrapatos e de ferimentos com galhos ou com o fio farpado que delimita os pastos.

A classificação comercial do couro se baseia na presença desses defeitos: quanto mais lisa for a pele, maior será seu valor comercial. Isso faz com que a maioria dos cortumes finalize o curtimento das peles com tratamentos para esconder esses defeitos, aplicando camadas espessas de tintas ou aplicando gravações na superfície superior.

Na Rivetto escolhemos utilizar tipos de couros que valorizam as marcas características da matéria prima.

Priorizamos o uso do couro atanado, um tipo de couro curtido com extratos vegetais (sem cromo e outros metais pesados) e tingido com corantes  que mantém a transparência, deixando visíveis todas as imperfeições da superfície tingida.
Outro material que gostamos de usar é o couro de selaria, um couro super resistente, com poros mais abertos e aspecto natural.

A matéria prima usada para confeccionar nossos produtos pode apresentar algumas imperfeições, uma vez que utilizamos couros que não receberam múltiplas camadas de resinas sintéticas para esconder sua superfície natural.